Quinta-feira, Agosto 11, 2011

Assim é, se assim que lhe parece…

Comprei plafons da marca Startec, na Leroy Merlin. Fui desatento, não percebi serem fabricados na China. Até o Paraguai, líder sulamericano de falsificações, tem melhor qualidade. Fato.

Poucos dias depois de instalar mais de uma dúzia de luminárias em casa, uma delas – exatamente a instalada sobre a mesa de jantar – despencou do teto e explodiu sobre o blindex que nem uma granada. Com vidro espalhado por lugares inimagináveis, gente machucada e família traumatizada e com medo das outras bombas de dispersão, lá fui eu reclamar com quem de direito.

Na Leroy Merlin fui tratado com desdenho e de um alegado gerente comercial da Startec, recebi promessa de providências imediatas. Que não acontecerão.

Passo seguinte, reclamação publicada no Reclame Aqui, um site bacaninha e eficiente na divulgação de problemas entre consumidores e toda sorte de empresas que fazem farra aproveitando-se das mil lacunas do Código Brasileiro do Consumidor e a a absurda morosidade da Justiça nacional.

A partir do pé na bunda – divulgação por meio da www para milhões de pessoas – consegui tirar da inércia a tal da Startec.

Por incrível que pareça – juro, não tinha a mínima esperança que importadores de produtos xing-ling pudessem limpar uma lambança causada por produtos de má qualidade! – fui atendido com três coisas quase inexistentes nas relações de consumo no Brasil: eficiência, eficácia e, efetividade.

Um representante de vendas muito educado, honesto nas suas palavras e ações foi até minha casa, recolheu o produto danificado, trouxe outro; forneceu garras de fixação para os outros 14 plafons que comprei e, ainda, providenciou a substituição de um tampo de mesa no valor de R$ 500,00.

Não, hoje não é primeiro de abril e isso não é um delírio de um internauta. A estrelinha da Startec – esse é o símbolo deles – na sua relação comigo, brilhou. Lindamente. Sou um cliente satisfeito com o atendimento a mim prestado por alguém de quem compro!

Como nem toda história de sucesso é percebida como tal; a mentalidade tacanha de alguns gestores empresariais considera que esconder problemas funciona melhor que dizer que foram sanados, hoje recebi a ligação de um empregado da empresa Startec, Willian, pedindo para retirar a reclamação do ar…

Como sou de perguntar – e pergunto mesmo! – indaguei se dar publicidade do bom atendimento da empresa não traria melhores resultados para a importadora. Como resposta ouvi: nós preferimos que seja apagada a publicação do Reclame Aqui.

Pedido atendido: já desapareceu do site de defesa do consumidor a minha reclamação…

Como quem mal pede, mal recebe, não encostei nem a pontinha do meu cursor do mouse no vídeo que publiquei lá no YouTube…

Que vídeo? Esse aqui: http://youtu.be/46RLFg_5Vc8.

Deu preguiça de conferir? Ah… vá até lá: a música é ótima! Palavra de escoteiro!

Publicado por Cláudio Moreira em 20:46:15 | Link | Comentários Desligados

Quarta-feira, Julho 20, 2011

Eita, quase que o Bunda vai pro saco!

Nessa correria chamada vida, deixei até crescer capim no meu amado blog…
Hoje recebi uma mensagem dizendo que ele seria deletado por falta de uso. Tadinho!
Vim correndo passar um rastelinho por aqui.
Ufa!

Publicado por Cláudio Moreira em 03:53:56 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Fevereiro 2, 2010

Tem coisas que para a CLARO não são claras.

CLARO… Que empresa ruim de serviço!

Ah! Como seriam melhor tratados os cidadãos brasileiros se houvesse leis eficazes no País!

Só deixando registrado para a posteridade:

(02/02/2010 16:00:22) claudiomoreiradossantos Negócio é o seguinte: Esse é o meu terceiro contato nesta tarde, por duas vezes fui desligado do chat, sem conseguir concluir um cancelamento de serviço prestado por vocês: banda larga 3G.
(02/02/2010 16:01:06) claudiomoreiradossantos Há pouco vc, Veridiana, a mim prestava informações e enquanto eu aguardava pelas mesmas, o sistema me desconectou… Apareceu mensagem que excedi o tempo de espera…
(02/02/2010 16:01:16) claudiomoreiradossantos Bem sei eu o que é tempo de espera…
(02/02/2010 16:01:34) claudiomoreiradossantos faz mais de uma hora que fico aguardando por algo que não consigo concluir…
(02/02/2010 16:01:56) Veridiana R O número para o qual o senhor deseja atendimento é 6191611916?
(02/02/2010 16:02:16) claudiomoreiradossantos exato.
(02/02/2010 16:02:19) Veridiana R Este atendimento gerou o número de protocolo 201018573690, que também será encaminhado por torpedo em até 24h. Peço, por gentileza, que responda as mensagens enviadas por mim em até 03 minutos, evitando uma desconexão automática.
(02/02/2010 16:03:04) claudiomoreiradossantos anotado.
(02/02/2010 16:03:32) claudiomoreiradossantos faça o mesmo, por gentileza…
(02/02/2010 16:03:39) Veridiana R Poderá alterar seu plano para 600 Kbps com mensalidade de R$ 89,90 ou 250 Kbps com mensalidade de R$ 59,90.
(02/02/2010 16:04:09) claudiomoreiradossantos Que rápido seu crtl c + crtl v! Nem deu tempo de dizer-lhe que a cada mensagem sua digitarei um ponto, para impedir a desconexão.
(02/02/2010 16:04:30) claudiomoreiradossantos E quando tratar-de de um diálogo, tratarei de reponder-lhe… escrevendo então aquilo que for pertinente.
(02/02/2010 16:04:50) claudiomoreiradossantos Respondendo ao convite para mudança de plano: não obrigado.
(02/02/2010 16:05:09) claudiomoreiradossantos Para você não precisar ficar chutando cachorro morto, faz mais de ano que pago caro, por um serviço muito, muito ruim.
(02/02/2010 16:05:32) claudiomoreiradossantos Por força de um contrato que não assinei com vocês  - assunto inclusive objeto de reclamações passadas, porque no documento por meio do qual contratei seus serviços, não existe uma certa cláusula que a CLARO utiliza para penalizar os clientes, reduzindo a hipotética velocidade de 1mega para 10% desse valor, em função de uma utilização impossível de ser mensurada pelo consumidor! – tive que aguardar por uma carência de 12 meses… NO dia em que ela caducou, liguei e pedi o cancelamento.
(02/02/2010 16:05:54) claudiomoreiradossantos Daí, vocês me ofereceram um desconto por três meses.
(02/02/2010 16:06:04) Veridiana R O senhor possui o benefício de 30% de desconto em sua fatura até 02/04/2010.
(02/02/2010 16:06:41) claudiomoreiradossantos Sim, coisa recente, pouco mais de um mês. Quando eu o aceitei, sinalizei que mesmo com ele, se o serviço continuasse ruim, com o sinal sendo interrompido a cada 1, 3, 5 minutos, que eu faria o cancelamento do serviço de uma vez por todas. Essa é a razão de eu estar aqui, perdendo esse tempo todo em chats tão demorados e ineficazes quanto o atendimento telefônico da CLARO.
(02/02/2010 16:07:12) claudiomoreiradossantos Fato é que passado pouco mais de um mês da minha conversa com vocês, o serviço continua ruim. Não importa o que façam, ele é ruim.
(02/02/2010 16:08:03) claudiomoreiradossantos Não tenho reservas econômicas para aguardar pela intervenção da ANATEL nessa modalidade de serviço de telefonia móvel. Como estamos no Brasil e isso pode até nunca vir a ocorrer, prefiro cancelar.
(02/02/2010 16:08:13) Veridiana R Sr. Claudio, Segue os impactos deste cancelamento, por favor, leia e após me confirme sua solicitação.

FATURAS – Receberá fatura com assinatura pró-rata até a data do cancelamento e ainda poderá receber faturas referente à ligações (caso tenha utilizado para esse fim), realizadas em um prazo de até 60 dias.

CLARO CLUBE – Não será possível o resgate da pontuação Claro Clube;

RETOMADA – O prazo para retomada é de 90 dias.

(02/02/2010 16:08:51) claudiomoreiradossantos Não tenho interesse em retomar nada com a Claro. Obrigado.
(02/02/2010 16:09:31) Veridiana R Sr. Claudio, está ciente dos impactos e confirma o cancelamento?
(02/02/2010 16:10:27) claudiomoreiradossantos Sim, plenamente: vou me livrar de um serviço caro, ruim e de uma empresa que julga que seus clientes não sabem ler…
(02/02/2010 16:10:47) Veridiana R Aguarde um momento, por favor.
(02/02/2010 16:10:57) claudiomoreiradossantos obrigado
(02/02/2010 16:11:47) Veridiana R Aguarde mais um momento, por favor, enquanto verifico.
(02/02/2010 16:13:03) Veridiana R Cancelamento concluido.
(02/02/2010 16:13:13) Veridiana R Mais alguma dúvida ou informação?
(02/02/2010 16:13:32) claudiomoreiradossantos sim, um instante.
(02/02/2010 16:14:10) Veridiana R Aguardo.
(02/02/2010 16:14:27) claudiomoreiradossantos mais um instante…
(02/02/2010 16:14:37) Veridiana R Aguardo.
(02/02/2010 16:16:03) claudiomoreiradossantos Ok. Por gentileza, envie para meu e-mail de contato (aquele mencionado no formulário de acesso para esse chat), uma cópia de nossa conversa. Ratificando: claudiomoreira@hotmail.com
(02/02/2010 16:16:35) Veridiana R Aguarde um momento, por favor.
(02/02/2010 16:17:35) Veridiana R Aguarde mais um momento, por favor, enquanto verifico.
(02/02/2010 16:19:06) Veridiana Esta solicitação gerou o número de protocolo 201018585856, no prazo de 10 dias úteis receberá a transcrição deste atendimento.
Fim da conexão.
Publicado por Cláudio Moreira em 19:57:55 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Constatação.

Não tenho saudade de pessoas, lugares ou épocas. O que vivi, vivi. Sem deixar algo por falar, por ver ou experimentar. Minha história de vida passa longe de escaladas por encostas de grandes montanhas, bebedeiras memoráveis ou incontáveis prises em busca da transcendência que muitos alegam advir das drogas. São trilhados no cotidiano os caminhos que percorri, conversando, observando, aprendendo com diferentes pessoas.

Acho muito estranho gente que se martiriza com algo que deixou por realizar e vive, mortificada, num emaranhado de “se isso”, “se aquilo”…

O mais próximo daquilo que entendo por saudade é a falta da presença de gente com quem convivi: amigos, colegas, parentes, professores, e, alguns bichos.

Muito raramente a mim me fazem falta os meus pais. Quando faleceram uma e outro, já haviam me treinado o suficiente para quase tudo dessa vida. Pelo menos em teoria. Tive a sorte de tê-los por perto tempo suficiente para que nos tornassemos amigos. A partir do momento em que consegui vê-los como gente ordinária; falível, sem um manual de instruções para vida nas mãos, nossa ligação ficou melhor. E mais possível. Muitíssimo mais próxima de um bom possível. E isso nos deu tranquilidade e desobrigação. Graças a Deus.

Hoje, dia em que D. Helena completaria seus 84 anos, a tal falta a que me referi se fez presente.

Surgiu em meio a uma conversa minha, banal. Dessas em que resolvemos a vida, aqui e ali, conversando com nossos próprios botões.

A falta tinha a forma de uma agulha, fina. Finíssima!

Depois de aquecida; até um instante antes de se desfazer também em fogo, perspassou, por microsegundos, meu coração.

Daí, com a mesma admirável rapidez que apareceu, desapareceu.

Credo!

Publicado por Cláudio Moreira em 04:48:40 | Link | Comentários Desligados

Sexta-feira, Maio 22, 2009

Quem sou eu?

MEMORIAL

Nasci caçula, em uma família pequena. Terceiro filho de pais carioca e mineira, respectivamente. Ele, um faz tudo: vendedor de seguros, dono de gráfica, chefe de departamento de pessoal, sindicalista, juiz classista, e até seus 80 anos, voluntário de causas diversas. Ela, para orgulho e realização próprias, funcionária aposentada – após 38 anos e seis meses – da Rede Ferroviária Federal. Desde sempre ouvi dizerem-me que fui “programado” para fazer companhia e cuidar de meus pais quando estes se tornassem idosos. Neuras analisadas, dei conta – e muito bem – do recado. Até mudarem ambos de prateleira.

Tive, assim como meus irmãos, formação feita com investimentos acima das posses da família – classe média, média nos anos setenta: fusca café-com-leite, férias, ano sim-ano não, em Guarapari; e prioridades “filhos formados” e um dia “a casa própria”.

Herdei de minha mãe uma lucidez insana: sou que sou e estou onde estou, porque trilhei este e aquele caminho. De meu pai recebi a inquietação, a curiosidade e, a vontade de ajudar, fazer mudar, tornar melhor – com aquilo que sei ou aprendo – o mundo onde vivo.

Estudei em colégio cristão, por 12 anos seguidos. Saí de lá com boa educação, base sólida e uma culpa enorme: adestrado para ser católico, peco por pensamentos, atos, palavras e omissões. O Colégio Imaculada Conceição – que meus pais passavam “um dobrado” para pagar – me deu também o gosto pelas atividades sociais, o convívio em grupo e, ainda, pelo “participar fazendo”. Lá as comemorações e eventos eram construídos, conjuntamente, por freiras, pais e alunos.

Comecei a trabalhar bastante cedo, para os padrões atuais. Doze anos. Unicamente porque assim o queria, para ter “o meu dinheiro”. E tão somente porque as atividades escolhidas não envolviam riscos (D. Onça, minha mãe, era uma progenitora ligada em tempo integral) ou me ocupavam por demais: na minha família, gente em crescimento tinha três responsabilidades: cuidar do seu espaço, do seu corpo e da sua cabeça. Assim, a norma era: use tudo que é seu e depois guarde; escove os dentes, tome banho e não se esqueça de lavar atrás das orelhas. E leia um livro por semana (e depois escreva uma composição dizendo daquilo que leu).

Retomando minhas atividades profissionais precoces, vendi jornal e revista no sinal de trânsito (coisa tranqüila na época), livros na papelaria que se instalava numa das salas do colégio no período das matrículas e mais umas semanas depois do início das aulas. Fui entregador do supermercado, panfleteiro e porteiro de teatro em matinê infantil de domingo.

No Colegial comecei a me interessar por movimento estudantil, D.A. e política, daí larguei o comércio – que até então havia me rendido uma calculadora Casio (gigante se comparada com os modelos atuais), um LP branco do Egberto Gismonti e um tênis All Star, importado, que foi usado até o limite do imaginável… Fui do diretório acadêmico do Colégio Promove, em Belo Horizonte, nos anos de 81 e 82. Das ações daquele grupo de alunos, a mais importante foi promover debates entre candidatos políticos, que apresentaram suas plataformas de trabalho, ouviram mil perguntas e reivindicações dos estudantes (passe-livre já estava na agenda da moçada) e fizeram muitas, muitas promessas que até hoje não vi cumpridas.

Em 1982 filiei-me ao Partido dos Trabalhadores, que havia fazia pouco se instalado em Belo Horizonte. Levei comigo daquele solene contrato – assinei lá uns papéis que julguei importantíssimos – carteirinha com foto, estrelas vermelhas, panfletos com projetos de gestão democrática e um jeito de pensar diferente. Em verdade, enxergar o “País que vai pra frente” com um outro olhar, foi coisa iniciada pelo professor de Geografia, René, uma criatura sem apego ao convencional e a coerência, tagarela, que lastimava todos os dias dentro da sala de aula o fato de muitos dos seus alunos ricos já haverem visto a tundra, os fiordes e os corn e cotton-belts americanos de perto, e, com isso, acharem a sua disciplina “o cocô do cavalo do bandido, pisado”. Entre os sermões do professor para os colegas, pouco aprendi de geografia – fiz essa parte lendo os livros em casa. Ao invés disso, na escola, comecei a entender o que era cidadania, participação popular, força trabalhadora, democracia, direitos e deveres das pessoas. Não gostei da política no partido político: enquanto estive por lá, muito mais se brigava para saber que era mais esquerda e vermelho que o outro, que se discutia o que e como fazer melhor a vida e o dia-a-dia da população. Por isso larguei mão de ser politiqueiro.

Mineiros dizem daquilo que lhes é vital, paixão, impensável de viver-se sem, como sendo “a sua cachaça”. Pois então, a minha cachaça se chama participação popular. Atende também por movimento social, democrático, vida pública… Em função desse interesse, por muitos participei, ora como representante de algum grupo social, ora como gestor público, ou, ainda, voluntário, das rodadas do orçamento da habitação, do orçamento participativo, das comissões regionais de transporte e trânsito da BHTRANS, e por último do Orçamento Participativo Digital – que hoje, assim como projetos de governo eletrônico, é o que me desperta e aguça a curiosidade.

Sou de uma geração criada na frente da televisão. Vi – e viram meus pares – gente sendo morta ou exilada, a Apolo 11 chagar até a lua, a Tropicália acontecer, o Brasil ganhar a copa do mundo e os militares venderem o seu milagre econômico. Sou testemunha da volta daqueles que partiram num rabo de foguete, e, do mico do Gabeira (salve, salve Gabeira!) usando tanga de crochê em Ipanema. Sou fã do Henfil e do Betinho. Tem anos que colaboro nas empreitadas da turma do “Fome Zero”.

Fui criado para seguir um dever-ser que se perdeu no meio do caminho. Era para eu crescer, ter sucesso profissional, fama, casar e fazer filhos… Mas no meio do caminho havia um certo René Trindade, um Partido dos Trabalhadores e pessoas que respeito, admiro, tenho por exemplo: Sandra Starling, Eduardo Mota, João Batista dos Mares Guia (irmão do Walfrido…), Luis Dulci – que era também brilhante e importante líder sindical da educação. D. Helena Greco, Frei Beto, Patrus Ananias – meu professor de Direito e depois “meu Prefeito”. Calhou também da natureza fazer sua parte: sou avesso a injustiças, tenho intolerância ao bom e ao certo impensados, e gosto de gente. Mais que qualquer outra coisa nesse mundo… Convivência é ar para mim. Com as oportunidades que tive de aprender com essa boa turma, com a vontade de fazer e participar da vida como um bem comum, escolhi o voluntariado. Quando há chance faço dessa maneira a parte que me cabe.

Sou casado, com um cara bacana. Companheiro de muitos anos, leal e, sobretudo, amigo. Presente de Deus na minha vida (Sim, Deus. E na versão não católica, por favor!). Um homem ético, trabalhador, que pensa a vida de uma maneira muito próxima da minha (sou da turma que sai fazendo e ele é da que pensa, e reflete, e analisa, e pondera, e…). Tenho, além de um companheiro que a lei não reconhece como tal e ainda tripudia dos direitos que temos como cidadãos, uma filha. Informalmente adotada.
 
Ana Luisa, que me escolheu como pai e me comunicou disso lá na sua infância, vive com sua mãe, em Belo Horizonte. Minha filha é uma adolescente quase típica – o quase fica por conta de sua absoluta paixão pela MPB e autores e intérpretes da primeira metade do século passado; coisa que não combina com seu visual rock industrial (maquiagem pesada, tachinhas nas roupas escuras e coisa e tal). Aos meus olhares de espanto, responde: “prefiro assim pai, não me cai bem a justeza e o desconforto das roupas das cachorras do funk”!

Vivo atualmente em Brasília, onde trabalho em um projeto de governo eletrônico. Para agora tenho muito vontade de estudar música e teatro. E também religião. Para daqui um tempo vou lecionar: serei voluntário em um curso de alfabetização de idosos. Coisa bacanérrima, emocionante, e, gratificante. Ler e escrever foi o que de mais importante me ensinaram até hoje. È pela letra que me coloco no mundo. E cabe a mim dividir essa generosidade da vida – assim como as demais – com outros.

Muito prazer em conhecer você. Meu nome é Cláudio. Cláudio Moreira dos Santos. À minha frente estiveram Maria José e Saint-Clair, Maria de Lourdes e Pedro; Flober e Helena. Comigo estão Sílvio, e  Ana Luisa. Nossas famílias, os amigos. E Deus.

Publicado por Cláudio Moreira em 02:59:56 | Link | Comentários (3)

Segunda-feira, Maio 5, 2008

Tal e qual

Recebi um presente de aniversário adiantado, delícia!
Obrigado, Cláudinha!

Alma Irmã

Tenho um amigo que nasceu no mesmo dia, ano e hora que eu. Incrível! Temos até o mesmo nome: Cláudia(o). Tenho sorte por não termos nascido no mesmo hospital (minha mãe, seu médico e todos os outros juravam que eu era menino), pois poderiam ter trocado os bebês.
Nosso mapa astral é o mesmo – mesmíssimas posições. Somos taurinos (de casa 8) com os pés fincados na terra e a cabeça ( graças, pisces!) na lua.
Cláudio é um homem bonito e, nunca disse isso a ele, muito sensual. Tem respostas na ponta da língua, escreve e fala bem como ninguém, raciocínio ágil e perspicaz – um luxo!
Temos uma amiga em comum, Carime, original no nome e na forma de ser. Mulher madura, sensível e reflexiva; com os olhos mais expressivos que já vi. Ela não precisa falar, seus olhos falam por ela, têm o brilho e a profundidade que Netuno confere aos piscianos.
Cláudio já falou lindamente sobre ela em seu blog e aproveitou para homenagear a todos os amigos que fazem a vida dele muito mais aprazível.
Pactuo com tudo o que ele disse e reafirmo que, sem amigos, não haveria possibilidade de prosseguir. A amizade é um tipo de amor livre, sem cobranças, sem urgências, só um gostar manso e sempre… sempre… fiel!
Beijo todos meus amigos.
Cláudia
mai/2008
Publicado por Cláudio Moreira em 13:15:07 | Link | Comentários Desligados

Quinta-feira, Abril 24, 2008

O que é a vida?

 

A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca.
A gente nasce, isto é, começa a piscar.
Quem para de piscar, chegou ao fim, morreu.
Piscar é abrir e fechar os olhos – viver é isso.
É um dorme e acorda, dorme e acorda, até que dorme e não acorda mais.
[...] A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso.
Um rosário de piscados.
Cada pisco é um dia.
Pisca e mama;
pisca e brinca;
pisca e estuda;
pisca e ama;
pisca e cria filhos;
pisca e geme os reumatismos;
por fim pisca pela última vez e morre.

 

- E depois que morre? – perguntou o Visconde.

 

- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?

 

Diálogo de Emília e Visconde de Sabugosa, Monteiro Lobato

 

Publicado por Cláudio Moreira em 00:26:32 | Link | Comentários Desligados

Quarta-feira, Abril 9, 2008

Que bom é ter folga consigo mesmo!


Pode me chamar de gay, por Pedro Bial.

Pode me chamar de gay, não está me ofendendo.
Pode me chamar de gay, é um elogio.
Pode me chamar de gay, apesar de ser heterossexual, não me importo de ser confundido.
Ser gay me favorece, me amplia, me liberta dos condicionamentos.
Não é um julgamento, é uma referência.
Pode me chamar de gay.
Não me sinto desaforado, não me sinto incomodado, não me sinto diminuído, não me sinto constrangido.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que sou inteligente. Está dizendo que converso com ênfase. Está dizendo que sou sensível.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que me preocupo com os detalhes. Está dizendo que dou água para as samambaias. Está dizendo que me preocupo com a vaidade. Está dizendo que me preocupo com a verdade.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que guardo segredo. Está dizendo que me importo com as palavras que não foram ditas.
Está dizendo que tenho senso de humor. Está dizendo que sou carente pelo futuro. Está dizendo que sei escolher as roupas.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que cuido do corpo, afino as cordas dos traços. Está dizendo que falo sobre sexo sem vergonha. Está dizendo que danço levantando os braços.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que choro sem o consolo dos lenços. Está dizendo que meus pesadelos passaram na
infância. Está dizendo que dobro toalha de mesa como se fosse um pijama de seda.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que sou aberto e me livrei dos preconceitos. Está dizendo que posso andar de mãos dadas com os anéis. Está dizendo que assisto a um filme para me organizar no escuro.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que reinventei minha sexualidade, reinventei meus princípios, reinventei meu rosto de noite. Pode me chamar de gay.
Está dizendo que não morri no ventre, na cor da íris, no castanho dos cílios.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que sou o melhor amigo da mulher, que aceno ao máximo no aeroporto, que chamo o táxi com grito.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que me importo com o sofrimento do outro, com a rejeição, com o medo do isolamento. Está dizendo que não tolero a omissão, a inveja, o rancor.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que vou esperar sua primeira garfada antes de comer. Está dizendo que não palito os
dentes. Está dizendo que desabafo os sentimentos diante de um copo de vinho.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que sou generoso com as perdas, que não economizo elogios, que coleciono sapatos.
Pode me chamar de gay.
Está dizendo que sou educado, que sou espontâneo, que estou vivo para não me reprimir na hora de escrever.
Pode me chamar de gay.
Que seja bem alto.

A fragilidade do vidro nasce da força e do ímpeto do fogo.

Publicado por Cláudio Moreira em 03:32:54 | Link | Comentários Desligados

Recado de Teinha, que me ama e me cuida!

Publicado por Cláudio Moreira em 03:23:00 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Abril 8, 2008

O que é afinal o amor?

O que é afinal o amor se não uma recíproca e constante invasão de privacidades? (Preta Baiard)

Você peida, chinga, muxoxa… Me espreme, me aperta, me espeta com agulhas, me pinica com a pinça, me passa álcool 70%, me remeda, diz que eu ronco, peido e cago fedido… e nas melhores horas me chama de gongom…

Você me deixa sozinho e vai tomar café com as “amigas”…
Depois volta e fica concentrado na tv, ou cochilando, ou na internet, sem prestar atenção aos meus assuntos…

Você se impacienta comigo pelos motivos mais banais…
Só pode ser amor o que sinto por você, pra aturar isso tudo e ainda continuar do seu lado conversando (e te amando) como se nós dois tivéssemos 5 anos.
Amo você.
Bjs!

Pô, amar é importante (Hermelino Neder)


Pô, amar é importante
Cê não imagina a aflição que eu fico
Quando estou contigo ou não estou
Eu tenho dois amigos
Se chego pra eles e digo
Das nossas jogadas um pouco
Por vezes curtem dizendo
Você é muito louco
Outras vezes nada, nada dizem
Mas pinta um mal-estar em nossa cara
Que tá nos olhos, que eles pensam
Esse moço é neurótico
Eu não sei o que cê acha
Se sou gostoso ou bonito
Eu só sei que ando um pouco oprimido
Um pouco nervoso
Por exemplo, quando vou te ver
Não sei se boto o tênis bamba
Ou se amarro os retalhos
Eu só sei que gosto do seu corpo pra caramba
Pô, amar é importante
Cê num imagina a aflição que eu fico
Quando estou contigo ou não estou.

Publicado por Cláudio Moreira em 19:30:55 | Link | Comentários Desligados